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Foto: Boca do Povo News |
Na última terça-feira (18), a prisão de um pastor em Campo Grande, acusado de estuprar pelo menos cinco mulheres, levantou preocupações sobre possíveis vítimas em Aquidauana, onde o religioso atuou por cerca de oito anos. Familiares do acusado entraram em contato com o site Midiamax para expressar sua incredulidade em relação às acusações e relatar que souberam dos crimes somente através da imprensa.
Uma parente do pastor, que é pai de três mulheres e avô de três netas, afirmou que nunca imaginou que ele pudesse estar envolvido em atos tão violentos. Ela revelou que, apesar de levar algumas mulheres para sua casa, achava que era apenas uma forma de ajudar. Para piorar a situação, ela compartilhou que também foi vítima de abuso no passado e contou com o apoio do pastor, o que a deixou ainda mais confusa em relação às recentes revelações.
Outra informação alarmante trazida pela familiar foi sobre uma agenda que o pastor mantinha em segredo, contendo anotações íntimas das vítimas, incluindo registros de ciclos menstruais. Essas anotações tornaram-se motivo de desentendimentos familiares, pois ninguém da casa tinha permissão para tocá-las. Foi somente após a divulgação do caso que a família compreendeu a verdadeira razão da prisão do acusado, inicialmente informada como sendo devido a débitos de pensão.
A familiar relatou que o pastor já havia trazido uma das supostas vítimas para sua casa nos últimos meses, e descrever a jovem como parecendo "perdida" despertou questionamentos sobre suas intenções. Apesar de haver um clima de desconfiança, a hipótese de abuso nunca foi cogitada.
Em um desabafo sincero, a mulher pediu desculpas em nome da família às vítimas e expressou seu desejo de que a justiça prevaleça. Ela lamentou o fato de que aquelas jovens, buscando ajuda, tenham se deparado com alguém que se aproveitou de sua vulnerabilidade.
As investigações indicam que o pastor atuou em espaços que facilitavam a perpetração de seus crimes. Segundo os delegados encarregados do caso, as vítimas têm idades entre 13 e 21 anos e eram selecionadas com base em sua fragilidade emocional, sob a promessa de apoio para superarem problemas como o uso de drogas. As agressões não ocorriam nas dependências da igreja, mas durante encontros que supostamente eram orações de "limpeza espiritual", onde as mulheres eram ameaçadas e manipuladas para aceitar os abusos.
Diante desses relatos perturbadores, cresce a preocupação de que o número de vítimas possa ser ainda maior. A possibilidade de que mulheres em Aquidauana possam ter sido alvo desse homem levanta um alerta importante para que qualquer pessoa que tenha passado por situações similares busque apoio e denuncie. O caso ressalta a importância da vigilância e do acolhimento a todas as vítimas de abuso, garantindo que a verdade venha à tona e que medidas sejam tomadas para prevenir novos traumas.
Por: Redação - Jornal A Princesinha News